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"Quem governa Portugal somos todos e não uma corte de iluminados em Lisboa" (António José Seguro, 23/07/2014)

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"Quem governa Portugal somos todos e não uma corte de iluminados em Lisboa" (António José Seguro, 23/07/2014)

A Política com letra grande exige agarrar o desafio de merecer a confiança dos cidadãos

Isabel Moreira no Expresso: O que prentende Seguro? É simples

 

"[...]

Há outra coisa: o distanciamento e o descontentamento dos eleitores face aos eleitos.

 

Esse problema grave e real existe em toda a Europa com os mais diversos sistemas eleitorais, com os mais diversos sistemas de governo.

A Política com letra grande exige agarrar o desafio de merecer a confiança dos cidadãos precisamente através da ação política e não, como fez Seguro, capitalizando de forma populista o descontentamento antipolítica com uma proposta de deliberação de diminuição do número de deputados para 181.

 

A proposta é populista nestes aspetos imperdoáveis: Seguro sabe que Portugal tem, comparativamente com os nossos parceiros europeus, um parlamento de pequena dimensão; Seguro sabe que disse há dois anos que apresentaria um projeto de lei de reforma estrutural do sistema eleitoral e ficou na toca para apresentar um papelito sem conteúdo assinado pelo próprio e por Alberto Martins, que até agora combatia violentamente aquela redução; Seguro sabe que marcando potestativamente para depois das primárias o debate do papelito está dolosamente a instrumentalizar o PS para fazer um número de campanha nas primárias; Seguro apresenta uma proposta contrária a quarenta anos de PS, populista, que significaria ganhar na secretaria aos partidos à nossa esquerda que seriam (e quem votaria neles) anulados; Seguro sabe que defendendo com tanto amor o interior apresenta uma proposta que deixaria zonas mais desertificadas desprotegidas da proporcionalidade, efeito agravado pela sua cartada do "círculo nacional"; Seguro sabe que esta proposta foi apresentada a um ano das eleições - sim, uma proposta relativa ao sistema eleitoral - e que não tem, parlamentarmente (até pelo acordo PSD/CDS) quaisquer condições para dar um passo.

 

É então legítimo perguntar o que pretende Seguro. A resposta é simples: um número populista de campanha. Queimando o eixo de quarenta anos do PS? Sim, então por que não? Não é Seguro que classifica quem o critica como "os do sistema"?"

 

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