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iluminando

"Quem governa Portugal somos todos e não uma corte de iluminados em Lisboa" (António José Seguro, 23/07/2014)

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"Quem governa Portugal somos todos e não uma corte de iluminados em Lisboa" (António José Seguro, 23/07/2014)

Uma enorme coerência

Valupi, no Aspirina B: Seguro, és enorme

 

«[...] Seguro não apenas se pauta, qual maestro ou virtuoso do seu destino, pela coerência, esse ideal supremo de todos os moralistas e da maior parte dos gramáticos. Isso seria poucochinho, curto, tão-só humano. Nele a coerência é enorme. Ora, nós sabemos que Seguro só promete o que sabe ser capaz de cumprir. Essa característica, por inerência ontológica, estende-se aos seus actos de fala. Se nos diz que algo em si é enorme, então o melhor é que nos apressemos a acreditar na enormidade em causa sob pena de achar que estamos a chamá-lo de mentiroso e depois ficar muito aborrecido. Acontece que as palavras têm uma história, e que essa história é fonte da sua semântica. No caso, o vocábulo “enorme” transmite na sua etimologia a ideia de negação da “norma”. “Enorme”, portanto, é tudo aquilo que viola a norma, a normatividade e a normalidade, tudo aquilo que será imprevisto, incomensurável ou irracional. Logo, o par “enorme coerência” é um oxímoro – e um dos mais hilariantes das últimas décadas por vir de quem vem.
[...]»

 

 

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